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Vigilância em Saúde de Vera monitora circulação do mosquito da dengue e pede atenção da população

Armadilhas já apresentam alterações em pontos da cidade; Vigilância alerta moradores para redobrarem os cuidados com os quintais durante o período chuvoso.

  • Publicado em 05/11/2026
  • Atualizado em 05/11/2026

Fonte: Saúde

Autor: Ascom

Com a chegada do período chuvoso, a Vigilância em Saúde de Vera intensifica as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Uma das estratégias adotadas pelo município é a implantação do projeto piloto das Ovitrampas, armadilhas utilizadas para monitorar a presença e a circulação do mosquito, permitindo identificar antecipadamente as regiões que exigem maior atenção das equipes de endemias.

O trabalho começou com a instalação de 10 armadilhas, no início de outubro, distribuídas em diferentes pontos da cidade. Na semana passada, o número chegou a 18 unidades, e a meta da equipe é alcançar 35 Ovitrampas no município.

De acordo com o agente de endemias Lucas de Lima, o objetivo é utilizar as informações coletadas para identificar áreas com maior atividade do mosquito e agir antes que a situação resulte no aumento de casos da doença.

“Nosso objetivo, neste período de chuva, é fazer um monitoramento para dar uma atenção maior onde estão ocorrendo os focos de dengue. Assim, antes mesmo de começarem a aparecer os casos, conseguimos identificar onde pode haver um problema maior. Com isso, já entramos com ações mecânicas, sem precisar utilizar inseticidas, realizando o controle manual”, explicou Lucas.

As primeiras análises já apontaram alterações nos bairros Esperança e na região central da cidade. Os resultados servem de orientação para direcionar as próximas ações, com atenção especial aos locais que apresentam maior quantidade de ovos do mosquito.

Como funciona o monitoramento

O processo de análise é realizado pela equipe de Vigilância em Saúde. Conforme explica Jaqueline Souza Barbosa, profissional da área, após a retirada das armadilhas, as palhetas utilizadas para a coleta dos ovos são levadas ao laboratório, onde passam por um período de secagem de aproximadamente dois dias. Em seguida, é feita a leitura com o auxílio de uma lupa, permitindo contabilizar os ovos depositados pelo mosquito.

“Passou de 100 ovos já é um resultado considerado alarmante, e precisamos realizar uma ação no local. Utilizamos esses dados para saber qual será o próximo passo e onde a equipe deverá atuar, seja naquele bairro ou naquele quarteirão”, detalhou Jaqueline.

A distribuição das armadilhas segue um planejamento baseado em uma grade de monitoramento de 200 metros, definida pelo sistema do Ministério da Saúde, que delimita as áreas onde devem ser instaladas. Para atrair as fêmeas do mosquito, é utilizada uma solução preparada com levedo de cerveja e água, que funciona como atrativo para a postura dos ovos.

Jaqueline também destacou a participação dos moradores na implantação do projeto. Segundo ela, a receptividade tem sido positiva, com famílias demonstrando interesse e procurando a equipe para solicitar a instalação das armadilhas em suas residências. No entanto, nem todos os imóveis estão dentro das áreas delimitadas pelo sistema de monitoramento.

Participação dos moradores é fundamental

A iniciativa também tem recebido o apoio da comunidade. No bairro Bom Jesus, o morador Davi, que durante a tarde cuida do estabelecimento comercial do pai, destacou a importância da ação para reforçar o combate ao mosquito.

“É muito bom, porque aqui todo ano a gente tem esse combate contra o mosquito. E esse produto que eles colocaram ajuda a combater e monitorar esse mosquito”, comentou.

A participação da população, entretanto, precisa ir além do acolhimento das equipes. A Vigilância em Saúde reforça que o cuidado diário com os imóveis continua sendo indispensável, principalmente nesta época do ano, quando as chuvas favorecem o acúmulo de água e criam condições propícias para a reprodução do Aedes aegypti.

A orientação é reservar alguns minutos da semana para verificar quintais, calhas, vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d'água, recipientes e qualquer objeto que possa acumular água. É importante eliminar os possíveis criadouros, manter os ambientes limpos e não deixar água parada.

O projeto das Ovitrampas representa mais uma ferramenta de vigilância e planejamento, permitindo que as equipes atuem de maneira direcionada, com base nos dados coletados. A capacitação dos profissionais também fez parte da implantação da iniciativa, com treinamento realizado junto ao município de Sorriso.

"A Vigilância, o monitoramento é uma responsabilidade compartilhada. A Prefeitura faz a sua parte, com trabalho técnico e ações preventivas, mas a colaboração de cada morador é essencial para evitar a proliferação do mosquito e proteger a saúde de toda a população", salienta a secretária de Saúde, Ivânia Totti.

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