Vera implanta projeto de ovitrampas para monitorar a proliferação do mosquito Aedes
Iniciativa prevê a instalação de 34 armadilhas em diferentes bairros do município e permitirá identificar áreas com maior presença do vetor transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Fonte: Saúde
Autor: Ascom
O município de Vera está implantando uma nova estratégia de vigilância ambiental para fortalecer o combate às arboviroses. O projeto de ovitrampas utiliza armadilhas específicas para monitorar a presença e a densidade de mosquitos do gênero Aedes, especialmente o Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A instalação começou na sexta-feira (16) e foi apresentada por profissionais do setor de endemias.
O sistema permitirá às equipes de vigilância identificar as regiões com maior concentração de ovos do mosquito, contribuindo para direcionar as ações de prevenção e controle antes que a situação evolua para um cenário de maior risco à saúde pública.
Como funcionam as ovitrampas?
De acordo com o coordenador do setor de endemias, Samuel Raimundo, as ovitrampas são armadilhas compostas por um recipiente escuro, água e uma paleta de madeira ou material semelhante, utilizada pelas fêmeas do mosquito como superfície para depositar seus ovos.
“As ovitrampas são armadilhas utilizadas para identificar a presença e a densidade do mosquito Aedes aegypti em determinada área”, explica Samuel.
Após aproximadamente cinco dias de exposição, as paletas são recolhidas pelas equipes técnicas e encaminhadas para análise. A contagem dos ovos permite avaliar a presença e a intensidade da atividade reprodutiva do mosquito nas áreas monitoradas.
A técnica em vigilância ambiental Jaqueline de Souza destaca que o método possibilita acompanhar a situação de forma periódica, oferecendo informações importantes para o planejamento das ações.
“O mais interessante com as ovitrampas é que a gente vai conseguir ter uma estimativa a cada cinco dias, porque a gente pega lá, depois de cinco dias no setor, a gente faz a leitura e consegue ver se aquela área está infestada ou se ela está tranquila”, explica Jaqueline.
Projeto-piloto prevê 34 armadilhas em diferentes bairros
Nesta primeira etapa, o projeto será desenvolvido em caráter piloto no perímetro urbano de Vera, com a instalação de 34 ovitrampas distribuídas em diferentes regiões da cidade.
Conforme explica o técnico Lucas Lima, a definição dos pontos de instalação segue um planejamento baseado em diretrizes do Ministério da Saúde, com uma distribuição organizada em uma malha territorial que considera distâncias de até 200 metros entre pontos de referência.
Entre as regiões contempladas estão os bairros Sol Nascente, Centro, Esperança, Bom Jesus, Princesa Isabel e Vida Nova.
Para atrair as fêmeas do mosquito, as armadilhas utilizam uma solução preparada com um grama de levedura de cerveja diluída em 300 mililitros de água. A mistura favorece a atração dos mosquitos em busca de locais adequados para a postura dos ovos.
A partir dos resultados obtidos, as equipes poderão identificar os pontos que exigem maior atenção e planejar ações de controle de forma mais direcionada, fortalecendo o trabalho de prevenção realizado no município.
Participação da população continua sendo fundamental
Apesar da implantação da nova ferramenta de monitoramento, os profissionais alertam que as ovitrampas não substituem os cuidados diários que cada morador deve manter em sua residência.
Lucas Lima reforça que a população precisa continuar verificando quintais e terrenos, eliminando recipientes que possam acumular água, especialmente após períodos de chuva.
“Essa armadilha é para a gente monitorar onde está com maior quantidade, mas depois de uma chuva dessa... é essencial ir no fundo do seu quintal, olhar, ver se tem alguma lona, potinho, garrafa, tampa de PET, e cuidar”, alerta o técnico.
Entre as principais medidas preventivas estão manter caixas-d’água bem vedadas, limpar calhas, descartar corretamente recipientes sem utilidade e evitar o acúmulo de água em vasos, pneus, garrafas, lonas e outros objetos.
Monitoramento para antecipar ações de prevenção
Com a implantação das ovitrampas, Vera amplia as ferramentas de vigilância e busca tornar o combate ao mosquito mais estratégico, utilizando informações coletadas diretamente nos bairros para orientar o trabalho das equipes de endemias.
A proposta é identificar áreas com maior atividade reprodutiva do vetor e intensificar as medidas preventivas de maneira oportuna, reduzindo os riscos de proliferação do mosquito e de transmissão de doenças.
O envolvimento da comunidade, aliado ao trabalho dos profissionais de saúde e vigilância ambiental, continua sendo indispensável para proteger as famílias e manter Vera em alerta permanente contra a dengue, a zika e a chikungunya.
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