Secretaria de Saúde realiza palestra sobre Síndrome de Burnout para profissionais da saúde de Vera
Fonte: Secretaria de Saúde
Autor: Dieny Vieira
Autor da Foto: Dieny Vieira
A Secretaria de Saúde de Vera realizou na noite desta segunda-feira (09), um momento especial para os servidores da pasta. Os profissionais da saúde se reuniram para assistir a uma palestra sobre a síndrome de Burnout, a palestra foi ministrada no Centro de Convivência da Terceira Idade pelo médico psiquiatra Dr. Wagner Luiz Engelmann. Além de assistir a palestra, a Secretaria de Saúde entregou uma lembrancinha para aqueles profissionais que tiveram o dia no mês de abril e maio, como enfermeiros, motoristas e outros.
Silvana Ávila, que é da central de regulação da Secretaria de Saúde, participou da palestra e destacou a importância da realização de momentos como este para os servidores. “Esse momento é um momento único, é um momento que a gente precisa, ainda mais agora nessa situação que a gente está vivendo nessa correria, esse estresse que tem sido tenso para todo mundo. Momentos como esse são de suma importância para a gente como profissional, para nós como parceiros e companheiros de trabalho e para a gente como seres humanos. Como ser humano a gente tem que ter mais isso, mas essas reuniões a gente está conectado, precisamos ter mais esses momentos de conexão estar mais próximos, para a gente dar uma relaxada, uma descontraída mesmo”, destacou Silvana.
A Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. Esta síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros. O Dr. Wagner agradeceu o convite e explicou que realizar palestras e falar sobre o assunto com profissionais da saúde é muito importante.
“Inicialmente quero agradecer ao convite, fico muito honrado por conhecer a cidade de Vera, na pessoa do secretário comprimento toda a gestão e os trabalhadores da saúde. Saúde se faz com educação, e precisamos falar sobre os transtornos em todas as suas dimensões para que nós consigamos preveni-los. Burnout é uma patologia nova, uma classificação nova, mas para problemas que nós já lidamos há muito tempo que tem haver com a sobrecarga de trabalho, que tem haver com o ambiente de trabalho, com o tipo de trabalho, com o tempo de trabalho fazendo com que trabalhadores nas suas áreas de atuação adoeçam. E é um adoecimento que por vezes pode ser incapacitante, pode fazer com que um bom profissional, uma pessoa muito útil à sociedade, um pai, uma mãe de família deixe de conseguir exercer aquela profissão que tanto se dedicou”, salientou Wagner.
A coordenadora da vigilância epidemiológica e da atenção básica de Vera, Ivânia Totti Ferreira, falou sobre a palestra e o momento preparado para os profissionais. “Este momento foi pensado e preparado com muito carinho para os profissionais da saúde de Vera, é muito importante para nós, que passamos dois anos de pandemia. E essa palestra veio falar sobre a saúde mental, tanto para o profissional quanto para o pessoal. Ela veio para enriquecer ainda mais o conhecimento de cada um, e fortalecer a equipe”, expôs Ivânia.
A Síndrome de Burnout também pode acontecer quando o profissional planeja ou é pautado para objetivos de trabalho muito difíceis, situações em que a pessoa possa achar, por algum motivo, não ter capacidades suficientes para os cumprir. Essa síndrome pode resultar em estado de depressão profunda e por isso é essencial procurar apoio profissional no surgimento dos primeiros sintomas. O Dr. Wagner explicou ainda os sintomas da síndrome.
“Os sintomas são bastante evidentes em alguns aspectos e bem sutis entre outros. Os mais evidentes tem haver com reações instintivas como ansiedade, tristeza, desânimo que são aquelas características depressivas ou algo dos transtornos de ansiedade. Mas algumas outras são um tanto sutis um certo distanciamento, por exemplo nos profissionais da saúde não querermos mais muita proximidade conversar muito com as pessoas, algo que é inerente à profissão. Pessoas que trabalham no comércio, por exemplo, não querem se relacionar muito com os clientes. Um distanciamento afetivo deixa de sentir empatia pelas pessoas e isso não é feito de propósito, é feito como uma reação de defesa. E é gradual, não é de um dia para o outro. E se é percebido um desânimo em relação a ir trabalhar, em relação ao trabalho também é um sinal de alarme. O trabalho realmente às vezes nos cansa, mas ele deve ser motivo de satisfação, de prazer, de alegria e quando ele começa a ser motivo de outros sentimentos isso precisa ser visto e é necessário muitas vezes procurar sim um profissional de saúde mental”, concluiu o Dr.
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