População deve continuar vigilante na prevenção a focos de dengue
Fonte: Saúde e Saneamento
Autor: Julio Tabile/Assessoria de Imprensa
Sem folga, apesar do recesso de final de ano em vários setores da prefeitura, a equipe da Vigilância Ambiental da secretaria de Saúde de Vera continuou nas ruas, monitorando as residências e empresas na prevenção a Dengue, a Zika e Chikungunya.
Os focos continuam aparecendo, e o trabalho deve ser contínuo para evitar a contaminação da população, pelo mosquito transmissor.
De acordo com o coordenador da Vigilância Ambiental de Vera, Samuel Raimundo da Silva, esta ‘vigilância’ tem dado resultado, com diminuição no surgimento das doenças.
“Nossos agentes não pararam, estamos diariamente verificando casas, barracões, prédios públicos para ter a certeza de que não há meios favoráveis para o desenvolvimento das larvas. É período de chuva, então qualquer recipiente que possa acumular água, é um meio de reprodução do mosquito. A população precisa estar ciente disso”, frisou Samuel.
A prefeitura inclusive notificou moradores que estão com terrenos baldios sujos, para que providencie a limpeza na cidade.
No ano passado, a secretaria de Obras e Serviços Urbanos realizou vários mutirões, recolhendo entulhos no centro e nos bairros.
Os agentes seguem o cronograma de visitação e fiscalização, inclusive, fazendo a aplaicação do perifocal nos PE (Pontos Estratégico).
ALERTA NO BRASIL
O mosquito Aedes aegypti, transmissor de todas as arboviroses que atualmente circulam no país, inclusive a dengue, chegou a ser erradicado do território brasileiro por volta de 1950, como resultado de uma série de medidas para o controle da febre amarela. Entretanto, dadas as atuais proporções de infestação, é impossível sonhar com esse cenário novamente. “O Aedes veio para ficar”, alertou o infectologista Antonio Carlos Bandeira.

Formado pela Universidade Federal da Bahia e especialista em saúde pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Bandeira descobriu, em 2015, a chegada do vírus Zika ao Brasil. A doença também é transmitida pelo Aedes aegypti. Em entrevista à Agência Brasil, o médico citou alterações climáticas, sobretudo o aumento das temperaturas, como fatores que colaboram para a explosão de casos de dengue este ano.
O infectologista manifestou preocupação com o ressurgimento do sorotipo 3 da dengue no país – que não circulava de forma epidêmica há mais de 15 anos. “Mas, independentemente do sorotipo, preocupa a grande quantidade de casos que a gente tem. Porque uma grande quantidade de casos implica uma grande quantidade de complicações e uma grande quantidade de possíveis óbitos”.
Nas primeiras semanas de 2024, o número de casos de dengue mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2023 no país, que já havia sido classificado como ano epidêmico. As causas, segundo o infectologista, para esta explosão de casos no Brasil são vários fatores.
"O primeiro e mais importante têm sido as alterações climáticas. Houve agora, com o El Niño, nos últimos dois anos, uma combinação de muito calor no corredor que segue da Região Centro-Oeste e desce pela porção oeste das regiões Sudeste e Sul. Esse corredor climático acabou facilitando muito a disseminação do mosquito tanto para locais da Região Sudeste e, mais importante ainda, da Região Sul. Isso facilitou que o Aedes aegypti pudesse ser disseminado. Não só o Brasil, mas países circunvizinhos como Paraguai e Argentina viveram a mesma situação: uma chegada muito forte do Aedes aegypti. É um passo para começar a ter epidemias de dengue, chikungunya e zika", comentou.
Outro fator é o desmantelamento que houve, de certa maneira, nos últimos anos, de uma vigilância mais proativa no sentido de instituir medidas como larvicida ou o famoso fumacê.
E o terceiro fator é pegar a população que é exatamente dessas regiões que eram virgens de dengue. Diferentemente da Região Nordeste, em que as pessoas frequentemente tiveram episódios pregressos de dengue. "Nesses casos, a pessoa fica um pouco mais resistente, apesar de ainda poder pegar a doença por outros sorotipos. No caso da Região Sul, está todo mundo ali sem nenhum tipo de proteção anterior. E a vacina só agora está sendo pensada", finalizou.
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