Escolas Municipais e estadual paralisam as atividades e demais órgãos aderem à Greve Geral
Autor: Queila Carmo - Jornalista - MTB/MT 2038
Nesta sexta-feira (28), o município de Vera e mais de 5 mil cidades brasileiras, através dos sindicatos, associações, orgãos públicos das diversas áreas de atuação, agencias bancárias e outras empresas paralisarão suas atividades com intuito de GREVE GERAL com a finalidade de chamar a atenção das autoridades federais quanto as reivindicações da classe trabalhadora com relação a reforma na legislação trabalhista e previdenciária que está sendo conduzida no congresso, e foi aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados.
Em Vera, a Prefeitura entendeu o pedido da Classe, no entanto apenas haverá paralisação nas Escolas Municipais e na Estadual. As creches, Unidades de Saúde e demais secretarias terão expediente normal, em respeito aos trabalhadores verenses que não poderão participar do ato e depende das Unidades funcionando.
A concentração será realizada na Praça 13 de maio, a partir das 17h, informou o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Célio Domingos da Silva.
Entenda o que está acontecendo:
Na sessão da câmara dos deputados realizada na noite de quarta feira (26) para quinta (27), momento que durou mais de 12 horas, ficou explicito os 296 votos a favor do Projeto de lei da reforma trabalhista e 177 contrários, o texto agora segue para o Senado. A reforma define pontos que podem ser fruto de acordo entre empresários e representantes dos trabalhadores, passando a ter força de lei. Dos 17 destaques apresentados, com sugestões de alteração no texto, apenas uma foi aprovada. As demais acabaram sendo rejeitadas ou retiradas.
A emenda aprovada estabelece que, nos processos trabalhistas, a penhora on-line deverá se limitar ao valor da dívida que a empresa tem com o empregado.
Entre as rejeitadas havia uma que mantinha a cobrança obrigatória de contribuição sindical por três anos. Depois desse prazo haveria uma redução gradual no seu valor nos três anos seguintes. A sugestão de mudança, porém, acabou rejeitada porque 259 votos contrários ante apenas 159 favoráveis.
Há 100 anos (1917), os trabalhadores brasileiros realizaram a primeira Greve Geral, reivindicando – e conquistando, dentre outras coisas - aumento salarial. Nos anos 80, em quatro ocasiões, os trabalhadores fizeram uso da Greve Geral para enfrentar, juntos, os ataques dos patrões e dos palácios. Em 1983, ainda durante a ditadura militar, a Greve Geral mobilizou mais de 3 milhões de trabalhadores e a pauta de reivindicações (de 10 pontos) incluía desde o fim das intervenções nos sindicatos, a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, o congelamento dos preços dos itens de primeira necessidade e a criação de empregos e de salário-desemprego até o Fora FMI.
No curto período do Governo Fernando Collor (1990/1992), tanto em 1990 quanto em 1991, foram realizadas greves de caráter nacional. Dentre seus principais eixos de reivindicação, estiveram a luta contra a inflação e a reposição salarial, a garantia de emprego, a reforma agrária e o não pagamento da dívida externa.
A chamada “Era FHC” (1995/1998 e 1999/2002) também enfrentou duas Greves Gerais: em 1996, pela defesa dos direitos trabalhistas e sociais (no contexto de aprofundamento do neoliberalismo no Brasil); e, em 2002, quando a Greve Geral foi organizada contra a Flexibilização da CLT.
Passados 15 anos, novamente o recurso à Greve Geral faz-se urgente e inevitável. Assim como os trabalhadores dos anos 80 e 90, precisamos resistir e DIZER BASTA a todos esses ataques que, lá atrás, foram por eles enfrentados e barrados.
NESTE DIA 28 de abril 2017, os trabalhadores de todo país - seja do setor público ou da iniciativa privada, do campo ou da cidade – se unirão em prol do mesmo objetivo, dizer NÃO a todos os ataques a qual eles entendem que retiram os direitos de trabalhadores ativos e aposentados entre outros.
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